Tricontado Minha História com Evelyn Barranqueiro

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Hoje iniciamos o “Tricotando Minha História.”

Mas antes quero registrar aqui, meu agradecimento a todos que dedicaram alguns minutinhos do seu tempo para nos enviar história tão particulares, inspiradoras e emocionantes.

O “Tricontado Minha História” será compartilhado toda quarta-feira, aqui no nosso site e nas redes sociais do Tricô Passo a Passo.

Abaixo esta a história da Evelyn, que nos mostra o quão lindo é manter as tradições familiares.

Fiquem a vontade para ler, comentar, se inspirar e tricotar!!!

Obs: não iremos alterar nada no conteúdo enviado, nossa intenção é deixar o mais original possível, assim sentimos mais a energia compartilhada!

tricotando_minha_historia_tpp_evelyn_pqNome: Evelyn Barranqueiro
Idade: 38 anos
Profissão: Secretária, Fotografa e Mãe 😉

“Minha avó tricotava, crochetava (existe essa palavra?), bordava. Ajudava na renda da casa fazendo blusas, caminhos e bicos para panos. Me lembro de nova de pedir para aprender o bordado e tricô com ela. Mais não evoluí mais do que passar um tempo na casa dela fazendo um pouco de pontos já colocados.

Em 1990 tricotar voltou com tudo! Lembro de até ver matéria no jornal nacional sobre a falta de lãs, e de todo mundo fazendo cachecol com agulhas grandes de madeira. Eu ja tinha quase 20 anos e um filho pequeno e pensei porque não? Comprei o material e voltei a pedir ajuda pra minha avó, que me mostrou como colocar os pontos (de um jeito peculiar que só consigo fazer assim, mais não vejo em lugar nenhum alguém fazendo igual), a fazer o ponto tricô, meia, arremate. E meu primeiro cachecol ficou pronto! Como é legal a gente ver aquilo que era um novelo, virar algo usável!

Aprendi também o ponto laçada com minha sogra e com os 3 pontos que sabia fiz muitos cachecóis. Ia com meu filho na loja e ele escolhia animado todas as cores que queria. Consegui fazer uma renda extra na época pois ainda não trabalhava. A febre passou, arrumei trabalho e o tricô ficou guardado apensar de eu ter vontade de aprender melhor.

Minha avó que já tem 89 anos, hoje tem Alzheimer e não pode mais me ajudar ou ensinar. No começo da doença ela ainda tricotava mais perdia pontos e o tricô parecia mais um quadro de Picasso. Hoje ela não consegue mais. Nesse meio tempo minha cunhada engravidou. Minha avó que ate hoje tinha feito todos os casaquinhos de tricô da família não podia mais. Resolvi tirar as agulhas do armário e era uma questão de honra que meu sobrinho tivesse o casaquinho dele.

Meu problema é que sei os pontos e sigo bem a receita. Mais na hora da montagem ainda acho as receitas difíceis. Por isso gosto da página de vocês, são bem práticas. Nas buscas online achei uma receita, a do casaquinho Gustavo da artesã Jaqueline. Ele era feito estilo top down, o que super me facilitou já que sou iniciante. Depois de meses fazendo e desmanchando (porque cismei de fazer o ponto que ela usou e era complexo pra uma iniciante como eu), e de ter ajuda de muitas amigas online em blogs que nunca negaram responder uma dúvida, o casaco ficou pronto.
tricotando_minha_historia_evelyn_quote

Tenho muito orgulho dele porque é uma conquista pra mim. Hoje já faço mais peças, mais ainda é difícil achar receitas fáceis e com boas explicações online para iniciantes. Comprei alguns livros e fiz um mini curso on-line. Aprendi fazer tricô com agulha circular o que adoro! Hoje mesmo sabendo pouco tricô é um passatempo pra mim e também um jeito de prevenir ou adiar o Alzheimer que é presente na minha família.

Sempre que posso estou com uma agulha ou procurando coisas novas online. E é um artesanato ótimo pois posso levar facilmente para qualquer lugar. Se você que está lendo e ainda não começou… compre hoje mesmo sua agulha. Você não vai se arrepender. ”

Casaquinho que Evelyn, tricotou para o sobrinho. <3

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Ficamos emocionadas e arrepiadas com sua história Evelyn, gratidão à você por compartilhar. <3

É muito bonito ver a determinação e o amor expresso em aprender e fazer tricô, parabéns!!!

E se você também gostou e quiser compartilhar sua história é só enviar um email para: contato@tricopassoapasso.com.br

Grande abraço Tricoteiras 🙂

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